terça-feira, 11 de maio de 2010

Eleições 2010

Me pergunto o porquê de tanto descrédito com relação a nossos queridos candidatos a presidente, governador, síndico...

Cada um defende seu pão. Apenas o seu próprio.
O problema é que eles são contratados pra cuidar do pão de um monte de gente.

Aí eles ajudam um tio aqui, uma sobrinha ali, um amigo de infância.
No fim das contas, acabam se achando perdoados.
Afinal, eles pegam daqui mas acabam ajudando um pouquinho quem merece.

Não se admire se ouvir a seguinte oração por aí:
"Meu sonho não é ser candidato, mas amigo ou parente de alguém eleito."

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Herói de verdade

Os heróis fazem parte da vida, principalmente na infância.
E podem ser reais ou fantasiosos, como o pai, a mãe ou o superman.

Há cada 4 anos, verdadeiros heróis brasileiros saem de seus esconderijos e aparecem para nos dar exemplo.

Poucos são os esportes que recebem algum tipo apoio em nosso país, seja de iniciativa privada ou pública. E o que parecia um caldeirão de otimismo cheio do glamour dos jogos Pan-americanos entornou e mostrou que estava, na verdade, vazio.

Nossos heróis treinam sem estrutura, sem uniforme, pagando do próprio bolso.
E até disso nossos queridos líderes- de terno- se aproveitam: do esforço e do suor desses guerreiros. Vão querer fazer homenagens no aeroporto, em Brasília, desfilar pelas ruas e dar as caras nos estádios em Pequim.

Vale muito a pena homenagear esses atletas. Eles sim sabem o que é honrar a pátria.

Quanto àqueles caras de terno, eu realmente não esperava muito mais que isso. Toda história tem um vilão.

terça-feira, 24 de junho de 2008

No fim, tudo fica bem.

Segundo a lei da atração, o pensamento positivo pode realizar todos os seus sonhos.
Segundo a lei de Murphy, "se alguma coisa tem a mais remota chance de dar errado, certamente dará".

Assim sendo, aquele seu amigo otimista-irritante vai se dar super bem na vida porque é um ímã de prosperidade.
O amigo chato-pessimista também. Tudo de ruim que pode acontecer, e que ele faz questão de tentar prever, vai sair exatamente ao contrário.

No fim das contas, tudo fica bem!
Quem disse que as leis não ajudam?

sábado, 17 de maio de 2008

Custo-benefício

O negócio é levar vantagem. E seja lá qual for o negócio, pessoal ou impessoal.
Ao menos é o que parece quando se pensa um pouco de longe, como quem observa um filme.

E esse conceito já está embutido nas relações do trabalho, da família, dos casais, e não só na relação com as compras. Tudo se resume a produtos, coisas, inclusive as próprias pessoas.

É aí que acontecem os desencontros.
Eu gosto muito do meu relógio. Mas não o respeito.

Obs.: Não é escatologia. Mas há um bocado de coisas que chateiam!

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Segmentação

Quem trabalha com desenvolvimento de produtos ou campanhas publicitárias convive diariamente com esse termo.
Tudo o que é "segmentado" refere-se a uma parcela específica da população.
A cada dia surgem mais produtos segmentados, novas categorias de produtos etc.

Um dia desses fiquei pensando no que diria meu bisavô, com o repertório de seu tempo, ao deparar-se com uma embalagem de "sabonete íntimo".
Provavelmente mentalizaria uma espécie de confidente na hora do banho, um tipo de espuma compreensiva, a quem poderia contar quaisquer segredos.

sábado, 22 de março de 2008

Assunto da moda local

Sim, São Paulo está explodindo. Costumo comentar com alguns amigos que o mundo vai acabar "no trânsito".
Não água ou fogo. Trânsito.
A Marginal Tietê não suporta mais meio carro.
E, como todo assunto da moda, além de viver e participar do caos, ouço no rádio as estatísticas da lentidão, assisto a debates na TV com autoridades, vejo manchetes nos portais e capas de jornais impressos.
Os assuntos da moda às vezes são interessantes mesmo, mas para um ou dois dias talvez. Esse bombardeio diário é um pé-nas-partes!
Mas como não quero chover no molhado (até porque a chuva potencializa a lentidão nas vias), o assunto aqui é outro: solidão.
Ao menos foi essa a palavra que me veio à cabeça quando presenciei a seguinte cena:

"Terça-feira, 19h30. A cidade executa seu castigo diário aos que retornam do trabalho. O desejo que muitos compartilham é o de chegar em casa e tirar os sapatos.
Ao longe, ouço ´Crééééu, créééu, créééu´. Foi meu primeiro contato com o hit do momento. Muito estranho, não sabia ao certo do que se tratava.
Aos poucos deu para perceber que era um ritmo dançante, daqueles que surgem nas temporadas de verão. Coisa de praia, carnaval e pistas de dança.
Mas algo me surpreendeu quando o som ficou mais próximo. A música vinha de um carro que logo parou ao lado. No reflexo, já olhei imaginando que encontraria um grupo de amigos fazendo bagunça num carro de vidros escuros.
Só que...não foi bem isso que encontrei.

Era apenas um. Uns 40 anos de idade. Em carro comum, sem detalhes esportivos ou traços de capricho jovem.
E o homem cantava junto. `Créu, créu, créééu´. Sério, como quem canta MPB."

Não consigo dar mais detalhes porque isso tudo ocorreu num instante.
Mas a cena me deixou pensando durante algum tempo. Aliás, muito tempo. Afinal, ainda faltavam 2 ou 3 quilômetros até eu chegar em casa, o que se traduz em 35 a 45 minutos.
Será que aquele homem queria dançar?
O pior é que ele estava sozinho.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Numa terra muito distante

As linhas abaixo são pura ficção e qualquer semelhança ou associação com o mundo real será pura coincidência. Também não devem servir de inspiração, até porque atitudes radicais são traumáticas e geram efeitos colaterais.

“Numa terra muito, muito distante, onde a ponta do chicote não alcança, a desordem tomou conta das lideranças públicas. É tanta mentira e abuso de poder que a população local já não sabe distinguir o bandido do mocinho. Lá ainda existem homens públicos sujos. Acreditem, isso realmente ainda acontece nesses lugares distantes, onde a mão pesada e corretiva da justiça não alcança.

Após anos nesse caos vergonhoso, nasce uma sociedade secreta chamada “Justiceiros da Borracha”. São homens de curta paciência e extremo engajamento na restauração da ordem. Sua filosofia é simples e direta: para cada falcatrua haverá um castigo proporcional, baseado em chineladas.

E o conceito não é baseado em castigo físico, mas no princípio da reciprocidade. Dizem que “é humilhante ser enganado publicamente e não poder fazer coisa alguma, é como uma chinelada na cara. E não qualquer chinelada. Imagine uma daquelas sandálias populares de borracha, bem daquelas que ficam meio molengas após uns minutos ao Sol. Pois é, esses caras precisam sentir um pouco disso também”.

Quem já passou pelo castigo confessa que o golpe atravessa a pele e vai direto à alma, causando arrependimento e profunda vergonha.

Algumas novas ferramentas têm sido testadas, como a “surra do maço de salsinha”, aquela planta também utilizada como tempero. Parece que o efeito é superior ao das chineladas, causando feridas no orgulho dos safados.”


Voltando à realidade, é triste pensar na possibilidade de ser enganado publicamente. Por sorte não pertenço a essa terra tão distante.