Os heróis fazem parte da vida, principalmente na infância.
E podem ser reais ou fantasiosos, como o pai, a mãe ou o superman.
Há cada 4 anos, verdadeiros heróis brasileiros saem de seus esconderijos e aparecem para nos dar exemplo.
Poucos são os esportes que recebem algum tipo apoio em nosso país, seja de iniciativa privada ou pública. E o que parecia um caldeirão de otimismo cheio do glamour dos jogos Pan-americanos entornou e mostrou que estava, na verdade, vazio.
Nossos heróis treinam sem estrutura, sem uniforme, pagando do próprio bolso.
E até disso nossos queridos líderes- de terno- se aproveitam: do esforço e do suor desses guerreiros. Vão querer fazer homenagens no aeroporto, em Brasília, desfilar pelas ruas e dar as caras nos estádios em Pequim.
Vale muito a pena homenagear esses atletas. Eles sim sabem o que é honrar a pátria.
Quanto àqueles caras de terno, eu realmente não esperava muito mais que isso. Toda história tem um vilão.
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
terça-feira, 24 de junho de 2008
No fim, tudo fica bem.
Segundo a lei da atração, o pensamento positivo pode realizar todos os seus sonhos.
Segundo a lei de Murphy, "se alguma coisa tem a mais remota chance de dar errado, certamente dará".
Assim sendo, aquele seu amigo otimista-irritante vai se dar super bem na vida porque é um ímã de prosperidade.
O amigo chato-pessimista também. Tudo de ruim que pode acontecer, e que ele faz questão de tentar prever, vai sair exatamente ao contrário.
No fim das contas, tudo fica bem!
Quem disse que as leis não ajudam?
Segundo a lei de Murphy, "se alguma coisa tem a mais remota chance de dar errado, certamente dará".
Assim sendo, aquele seu amigo otimista-irritante vai se dar super bem na vida porque é um ímã de prosperidade.
O amigo chato-pessimista também. Tudo de ruim que pode acontecer, e que ele faz questão de tentar prever, vai sair exatamente ao contrário.
No fim das contas, tudo fica bem!
Quem disse que as leis não ajudam?
sábado, 17 de maio de 2008
Custo-benefício
O negócio é levar vantagem. E seja lá qual for o negócio, pessoal ou impessoal.
Ao menos é o que parece quando se pensa um pouco de longe, como quem observa um filme.
E esse conceito já está embutido nas relações do trabalho, da família, dos casais, e não só na relação com as compras. Tudo se resume a produtos, coisas, inclusive as próprias pessoas.
É aí que acontecem os desencontros.
Eu gosto muito do meu relógio. Mas não o respeito.
Obs.: Não é escatologia. Mas há um bocado de coisas que chateiam!
Ao menos é o que parece quando se pensa um pouco de longe, como quem observa um filme.
E esse conceito já está embutido nas relações do trabalho, da família, dos casais, e não só na relação com as compras. Tudo se resume a produtos, coisas, inclusive as próprias pessoas.
É aí que acontecem os desencontros.
Eu gosto muito do meu relógio. Mas não o respeito.
Obs.: Não é escatologia. Mas há um bocado de coisas que chateiam!
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Segmentação
Quem trabalha com desenvolvimento de produtos ou campanhas publicitárias convive diariamente com esse termo.
Tudo o que é "segmentado" refere-se a uma parcela específica da população.
A cada dia surgem mais produtos segmentados, novas categorias de produtos etc.
Um dia desses fiquei pensando no que diria meu bisavô, com o repertório de seu tempo, ao deparar-se com uma embalagem de "sabonete íntimo".
Provavelmente mentalizaria uma espécie de confidente na hora do banho, um tipo de espuma compreensiva, a quem poderia contar quaisquer segredos.
Tudo o que é "segmentado" refere-se a uma parcela específica da população.
A cada dia surgem mais produtos segmentados, novas categorias de produtos etc.
Um dia desses fiquei pensando no que diria meu bisavô, com o repertório de seu tempo, ao deparar-se com uma embalagem de "sabonete íntimo".
Provavelmente mentalizaria uma espécie de confidente na hora do banho, um tipo de espuma compreensiva, a quem poderia contar quaisquer segredos.
sábado, 22 de março de 2008
Assunto da moda local
Sim, São Paulo está explodindo. Costumo comentar com alguns amigos que o mundo vai acabar "no trânsito".
Não água ou fogo. Trânsito.
A Marginal Tietê não suporta mais meio carro.
E, como todo assunto da moda, além de viver e participar do caos, ouço no rádio as estatísticas da lentidão, assisto a debates na TV com autoridades, vejo manchetes nos portais e capas de jornais impressos.
Os assuntos da moda às vezes são interessantes mesmo, mas para um ou dois dias talvez. Esse bombardeio diário é um pé-nas-partes!
Mas como não quero chover no molhado (até porque a chuva potencializa a lentidão nas vias), o assunto aqui é outro: solidão.
Ao menos foi essa a palavra que me veio à cabeça quando presenciei a seguinte cena:
"Terça-feira, 19h30. A cidade executa seu castigo diário aos que retornam do trabalho. O desejo que muitos compartilham é o de chegar em casa e tirar os sapatos.
Ao longe, ouço ´Crééééu, créééu, créééu´. Foi meu primeiro contato com o hit do momento. Muito estranho, não sabia ao certo do que se tratava.
Aos poucos deu para perceber que era um ritmo dançante, daqueles que surgem nas temporadas de verão. Coisa de praia, carnaval e pistas de dança.
Mas algo me surpreendeu quando o som ficou mais próximo. A música vinha de um carro que logo parou ao lado. No reflexo, já olhei imaginando que encontraria um grupo de amigos fazendo bagunça num carro de vidros escuros.
Só que...não foi bem isso que encontrei.
Era apenas um. Uns 40 anos de idade. Em carro comum, sem detalhes esportivos ou traços de capricho jovem.
E o homem cantava junto. `Créu, créu, créééu´. Sério, como quem canta MPB."
Não consigo dar mais detalhes porque isso tudo ocorreu num instante.
Mas a cena me deixou pensando durante algum tempo. Aliás, muito tempo. Afinal, ainda faltavam 2 ou 3 quilômetros até eu chegar em casa, o que se traduz em 35 a 45 minutos.
Será que aquele homem queria dançar?
O pior é que ele estava sozinho.
Não água ou fogo. Trânsito.
A Marginal Tietê não suporta mais meio carro.
E, como todo assunto da moda, além de viver e participar do caos, ouço no rádio as estatísticas da lentidão, assisto a debates na TV com autoridades, vejo manchetes nos portais e capas de jornais impressos.
Os assuntos da moda às vezes são interessantes mesmo, mas para um ou dois dias talvez. Esse bombardeio diário é um pé-nas-partes!
Mas como não quero chover no molhado (até porque a chuva potencializa a lentidão nas vias), o assunto aqui é outro: solidão.
Ao menos foi essa a palavra que me veio à cabeça quando presenciei a seguinte cena:
"Terça-feira, 19h30. A cidade executa seu castigo diário aos que retornam do trabalho. O desejo que muitos compartilham é o de chegar em casa e tirar os sapatos.
Ao longe, ouço ´Crééééu, créééu, créééu´. Foi meu primeiro contato com o hit do momento. Muito estranho, não sabia ao certo do que se tratava.
Aos poucos deu para perceber que era um ritmo dançante, daqueles que surgem nas temporadas de verão. Coisa de praia, carnaval e pistas de dança.
Mas algo me surpreendeu quando o som ficou mais próximo. A música vinha de um carro que logo parou ao lado. No reflexo, já olhei imaginando que encontraria um grupo de amigos fazendo bagunça num carro de vidros escuros.
Só que...não foi bem isso que encontrei.
Era apenas um. Uns 40 anos de idade. Em carro comum, sem detalhes esportivos ou traços de capricho jovem.
E o homem cantava junto. `Créu, créu, créééu´. Sério, como quem canta MPB."
Não consigo dar mais detalhes porque isso tudo ocorreu num instante.
Mas a cena me deixou pensando durante algum tempo. Aliás, muito tempo. Afinal, ainda faltavam 2 ou 3 quilômetros até eu chegar em casa, o que se traduz em 35 a 45 minutos.
Será que aquele homem queria dançar?
O pior é que ele estava sozinho.
segunda-feira, 10 de março de 2008
Numa terra muito distante
As linhas abaixo são pura ficção e qualquer semelhança ou associação com o mundo real será pura coincidência. Também não devem servir de inspiração, até porque atitudes radicais são traumáticas e geram efeitos colaterais.
“Numa terra muito, muito distante, onde a ponta do chicote não alcança, a desordem tomou conta das lideranças públicas. É tanta mentira e abuso de poder que a população local já não sabe distinguir o bandido do mocinho. Lá ainda existem homens públicos sujos. Acreditem, isso realmente ainda acontece nesses lugares distantes, onde a mão pesada e corretiva da justiça não alcança.
Após anos nesse caos vergonhoso, nasce uma sociedade secreta chamada “Justiceiros da Borracha”. São homens de curta paciência e extremo engajamento na restauração da ordem. Sua filosofia é simples e direta: para cada falcatrua haverá um castigo proporcional, baseado em chineladas.
E o conceito não é baseado em castigo físico, mas no princípio da reciprocidade. Dizem que “é humilhante ser enganado publicamente e não poder fazer coisa alguma, é como uma chinelada na cara. E não qualquer chinelada. Imagine uma daquelas sandálias populares de borracha, bem daquelas que ficam meio molengas após uns minutos ao Sol. Pois é, esses caras precisam sentir um pouco disso também”.
Quem já passou pelo castigo confessa que o golpe atravessa a pele e vai direto à alma, causando arrependimento e profunda vergonha.
Algumas novas ferramentas têm sido testadas, como a “surra do maço de salsinha”, aquela planta também utilizada como tempero. Parece que o efeito é superior ao das chineladas, causando feridas no orgulho dos safados.”
Voltando à realidade, é triste pensar na possibilidade de ser enganado publicamente. Por sorte não pertenço a essa terra tão distante.
“Numa terra muito, muito distante, onde a ponta do chicote não alcança, a desordem tomou conta das lideranças públicas. É tanta mentira e abuso de poder que a população local já não sabe distinguir o bandido do mocinho. Lá ainda existem homens públicos sujos. Acreditem, isso realmente ainda acontece nesses lugares distantes, onde a mão pesada e corretiva da justiça não alcança.
Após anos nesse caos vergonhoso, nasce uma sociedade secreta chamada “Justiceiros da Borracha”. São homens de curta paciência e extremo engajamento na restauração da ordem. Sua filosofia é simples e direta: para cada falcatrua haverá um castigo proporcional, baseado em chineladas.
E o conceito não é baseado em castigo físico, mas no princípio da reciprocidade. Dizem que “é humilhante ser enganado publicamente e não poder fazer coisa alguma, é como uma chinelada na cara. E não qualquer chinelada. Imagine uma daquelas sandálias populares de borracha, bem daquelas que ficam meio molengas após uns minutos ao Sol. Pois é, esses caras precisam sentir um pouco disso também”.
Quem já passou pelo castigo confessa que o golpe atravessa a pele e vai direto à alma, causando arrependimento e profunda vergonha.
Algumas novas ferramentas têm sido testadas, como a “surra do maço de salsinha”, aquela planta também utilizada como tempero. Parece que o efeito é superior ao das chineladas, causando feridas no orgulho dos safados.”
Voltando à realidade, é triste pensar na possibilidade de ser enganado publicamente. Por sorte não pertenço a essa terra tão distante.
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Pecado justificado
Domingo, dia de massa, salada de frutas e recarga de baterias.
O horário de verão se foi, o que me dá uma hora a mais nesse fim-de-semana. 4% de um dia. Pode parecer pouco, mas tudo depende do referencial. Uma hora a mais de sono chega transformar um dia! Uma hora a mais comendo pesa na consciência. Pensando em soluções práticas para os problemas cotidianos, essa hora poderia ajudar a zerar o check list.
Mas já se foram alguns minutos e ainda não decidi o que fazer com esse bônus no relógio.
Pois bem!
Vou fazer nada.
É, nada. O pecado capital da preguiça. Curtir cada momento da espreguiçada (de prazer comparável ao de poucas outras situações), do bocejo e do sofá.
E, acreditem, isso também é viver intensamente. Cabe no verso “cada momento como se fosse o último”.
Até a preguiça tem o seu quê sua poesia. Ao menos a minha tem.
Ok, mas qual é o aspecto interessante disso?
Há um detalhe simples aqui: ambiente.
Fui abençoado com uma família que me permite curtir um pouco de preguiça e paz em nossa casa.
E, ao menos em meu círculo de relacionamentos, vejo que isso é algo cada vez mais raro.
Somos em cinco, todos sinceramente cultivando o cuidado mútuo.
Família: em minha vida é o palco de aprendizado e prática de virtudes.
Obs.: Prefiro o horário de verão. A luz do sol faz um bem danado ao cérebro.
O horário de verão se foi, o que me dá uma hora a mais nesse fim-de-semana. 4% de um dia. Pode parecer pouco, mas tudo depende do referencial. Uma hora a mais de sono chega transformar um dia! Uma hora a mais comendo pesa na consciência. Pensando em soluções práticas para os problemas cotidianos, essa hora poderia ajudar a zerar o check list.
Mas já se foram alguns minutos e ainda não decidi o que fazer com esse bônus no relógio.
Pois bem!
Vou fazer nada.
É, nada. O pecado capital da preguiça. Curtir cada momento da espreguiçada (de prazer comparável ao de poucas outras situações), do bocejo e do sofá.
E, acreditem, isso também é viver intensamente. Cabe no verso “cada momento como se fosse o último”.
Até a preguiça tem o seu quê sua poesia. Ao menos a minha tem.
Ok, mas qual é o aspecto interessante disso?
Há um detalhe simples aqui: ambiente.
Fui abençoado com uma família que me permite curtir um pouco de preguiça e paz em nossa casa.
E, ao menos em meu círculo de relacionamentos, vejo que isso é algo cada vez mais raro.
Somos em cinco, todos sinceramente cultivando o cuidado mútuo.
Família: em minha vida é o palco de aprendizado e prática de virtudes.
Obs.: Prefiro o horário de verão. A luz do sol faz um bem danado ao cérebro.
domingo, 10 de fevereiro de 2008
Sobre viver
Comentar sobre a vida em si pode parecer profundamente filosófico, mas também existe uma abordagem mais prática.
Biologicamente, viver é um processo regular ancorado nas necessidades fisiológicas (comer, dormir, reproduzir-se etc). E isso é algo comum às diferentes espécies. O que muda é como se satisfaz tais necessidades.
Mas, se é assim, o que nos faz diferentes de uma samambaia?
Talvez cada um encontre uma melhor maneira de explicar.
A minha tem o seguinte caminho:
Depois de certo tempo corrido desde meu nascimento, me dei conta de que tudo o que fazemos vai num mesmo sentido. Aprender a ler, dedicar-se ao estudo, escolher uma carreira, trabalhar, erguer um lar onde se possa comer, dormir e acolher uma família. E o tempo todo sob a pressão da concorrência. Concorremos por uma vaga na faculdade, por um assento no ônibus, por uma pessoa pela qual nos interessamos. Algumas disputas chegam a ser comparáveis com uma dança do acasalamento, mas isso é tema para outra postagem.
O grande mistério disso tudo é o “como”.
O que deixa o tal processo regular menos mecânico é o prazer com o qual fazemos as coisas. Trabalhar vai ser menos doloroso àqueles que puderem sorrir. Comer vai ser menos repetitivo a quem repara em cada sabor e encontra aqueles que mais agradam.
É preciso ter o tal do “feeling” e encontrar graça na rotina. Aqui, vale todo esforço possível. Do contrário, qual a vantagem em não ser samambaia?
Biologicamente, viver é um processo regular ancorado nas necessidades fisiológicas (comer, dormir, reproduzir-se etc). E isso é algo comum às diferentes espécies. O que muda é como se satisfaz tais necessidades.
Mas, se é assim, o que nos faz diferentes de uma samambaia?
Talvez cada um encontre uma melhor maneira de explicar.
A minha tem o seguinte caminho:
Depois de certo tempo corrido desde meu nascimento, me dei conta de que tudo o que fazemos vai num mesmo sentido. Aprender a ler, dedicar-se ao estudo, escolher uma carreira, trabalhar, erguer um lar onde se possa comer, dormir e acolher uma família. E o tempo todo sob a pressão da concorrência. Concorremos por uma vaga na faculdade, por um assento no ônibus, por uma pessoa pela qual nos interessamos. Algumas disputas chegam a ser comparáveis com uma dança do acasalamento, mas isso é tema para outra postagem.
O grande mistério disso tudo é o “como”.
O que deixa o tal processo regular menos mecânico é o prazer com o qual fazemos as coisas. Trabalhar vai ser menos doloroso àqueles que puderem sorrir. Comer vai ser menos repetitivo a quem repara em cada sabor e encontra aqueles que mais agradam.
É preciso ter o tal do “feeling” e encontrar graça na rotina. Aqui, vale todo esforço possível. Do contrário, qual a vantagem em não ser samambaia?
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Qual a verdade mais verdadeira?
Antes de cair de cabeça nessa história de "produzir/reproduzir conteúdo", fiquei matutando e pesquisando nomes para o blog.
O ponto de partida foi esse momento "casa da mãe Joana" na política brasileira. Não pela política, mas pelas pessoas que a fazem. Fico com cara de pastel a cada vez que vejo algum cidadão dizendo "eu não sei o porquê de minha assinatura estar presente nesse contrato" ou "são dois cartões de crédito idênticos, eu usei o corporativo por acidente". Será que por acidente o valor não apareceu na fatura mensal desse cara?
É tanta denúncia que não dá para acompanhar o passo a passo de todas elas. Imagino o trabalho que a imprensa tem para conseguir ligar os pontos e realizar uma cobertura lógica dos fatos.
Desabafos à parte, o ponto importante é o seguinte: a verdade é uma só. O que se faz a partir dela são outros 500. Eu não me importo em saber se o cara recebeu propina para pagar pensão ou comprar um carro novo. Se recebeu, é culpado e não deveria ter o poder de representar nosso povo.
Mas, como mencionei, o que me intriga é gente. Como essas pessoas conseguem chamar umas às outras de mentirosas? Se estão lá para representar uma nação e cuidar de seu bem-estar, deveriam apenas discutir melhores formas de se educar, de garantir saúde etc. Mas a política tem se resumido à criação e ao confronto de verdades pessoais. "A minha verdade é mais verdadeira que a sua e você não é capaz de provar o contrário".
Enquanto isso a gente fica com cara de pastel procurando nome para o blog. E não é que achei?
Dicotomia. Simples e objetivo. Ou A ou B. Essa história de "confrontar verdades" não é coisa de gente direita.
O ponto de partida foi esse momento "casa da mãe Joana" na política brasileira. Não pela política, mas pelas pessoas que a fazem. Fico com cara de pastel a cada vez que vejo algum cidadão dizendo "eu não sei o porquê de minha assinatura estar presente nesse contrato" ou "são dois cartões de crédito idênticos, eu usei o corporativo por acidente". Será que por acidente o valor não apareceu na fatura mensal desse cara?
É tanta denúncia que não dá para acompanhar o passo a passo de todas elas. Imagino o trabalho que a imprensa tem para conseguir ligar os pontos e realizar uma cobertura lógica dos fatos.
Desabafos à parte, o ponto importante é o seguinte: a verdade é uma só. O que se faz a partir dela são outros 500. Eu não me importo em saber se o cara recebeu propina para pagar pensão ou comprar um carro novo. Se recebeu, é culpado e não deveria ter o poder de representar nosso povo.
Mas, como mencionei, o que me intriga é gente. Como essas pessoas conseguem chamar umas às outras de mentirosas? Se estão lá para representar uma nação e cuidar de seu bem-estar, deveriam apenas discutir melhores formas de se educar, de garantir saúde etc. Mas a política tem se resumido à criação e ao confronto de verdades pessoais. "A minha verdade é mais verdadeira que a sua e você não é capaz de provar o contrário".
Enquanto isso a gente fica com cara de pastel procurando nome para o blog. E não é que achei?
Dicotomia. Simples e objetivo. Ou A ou B. Essa história de "confrontar verdades" não é coisa de gente direita.
Na Wikipedia:
A dichotomy is any splitting of a whole into exactly two non-overlapping parts.
In other words, it is a bipartition of elements. i.e. nothing can belong simultaneously to both parts, and everything must belong to one part or the other. They are often contrasting and spoken of as "opposites."
The term comes from the Greek dichotomia (divided): dich- (form of dícha, in two, asunder); tomia- a combining form meaning cutting, incision, excision of an object.
Se as postagens seguirem essa linha, não faltará inspiração.
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